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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Função expressiva, função da linguagem

Às vezes me leio e me estranho
Às vezes me estranho, mas compreendo
Me compreendo, me imagino
Falo comigo, me cutuco
Me pergunto, me respondo
Me exclamo.
Brinco.
Suspiro.

Me vejo, me transpareço
Então sou translúcida, opaca
Me fecho, me transformo
Sou outra, sou eu
Eu de novo
E não sou
E isso me surpreende.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fazendo poesia... de lombada


Passeava pela timeline do twitter quando vi isso:


Nas palavras de Sérgio Rodrigues...
"Spine poetry, ou poesia de lombada, é a arte – pelo menos no sentido travesso da palavra – de empilhar livros de tal forma que os títulos formem um todo inteligível.
Com sorte, um poema." 

Observando a tentativa de "poesia de lombada" que Sérgio fez, quis brincar também. "Escrevi" meus "próprios" poemas, relembrando longinquamente da fórmula dadaísta de escrever...

[aquela velha história de pegar um jornal, uma tesoura, escolher um artigo de lá, cortar as palavras soltas, jogá-las num saco, agitá-lo, tirar uma a uma, copiar a ordem das palavras... pronto, seu poema dadaísta] 

Mas lembro apenas da fórmula, não da construção que possa implicar, pois, sendo um poema dadaísta, não há provável lógica, estrutura, significado real e/ou ideal, nem propósito com a escolha de palavras... Isso seria talvez a forma como socamos livros nas prateleiras e estantes sem nunca pensarmos no que está escrito nas lombadas, apenas na mistura de coloração que traz vida ao local. 

Anyway, é uma brincadeira de boa bagunça (já penso no que vou ter que arrumar depois do post). Abaixo deixo minhas montagens, minhas poesias de lombada.

"Mas cuidado, bibliófilos, a coisa vicia. Você nunca mais vai olhar para suas estantes do mesmo jeito." 
Penelope
Senhora,
Fiquei com seu número.
Descomplique!


A confissão:
Se eu pudesse viver minha vida novamente...
Ser feliz.
Queria tanto...
Flores azuis.

Persuasão,
O dom.
A maldição do Titã
Estilhaça-me

Sequestro em Copacabana:
Duzentos ladrões,
Ladrões de Elite.

Noite em claro
Serena
- A mulher do viajante no tempo - 
queria tanto
o garoto da casa ao lado.
Amanhecer.
O encontro marcado
Reparação.
João & Maria
Amor inteiro
Ser feliz.

"o que mais chama a atenção na brincadeira é o fato de ser exclusiva do mundo físico. 
Olha aí, coveiros do livro de papel: 
quero ver fazer isso no Kindle!"

Leitor que é leitor adora uma brincadeira de estante.
(Quem for postar, me chama)

Kleris Ribeiro.